É o que eu digo e faço, não suponho, sou milionário do sonho
É o que eu digo e faço, não suponho, sou milionário do sonho
É difícil pra um menino brasileiro sem consideração da sociedade
Crescer um homem inteiro, muito mais do que metade
Fico olhando as ruas, as vielas que ligam meu futuro ao meu passado
E vejo bem como driblei o errado, até fazer taxista crer
Que posso ser mais digno do que um bandido branco e becado
Falo querendo entender, canto pra espalhar o saber
E fazer você perceber que há sempre um mundo, apesar de já começado
Há sempre um mundo pra gente fazer
Um mundo não acabado, um mundo filho nosso
A nossa cara, um mundo que eu disponho agora foi criado por mim
Euzim, pobre curumim, rico, franzino e risonho
Sou milionário do sonho
Ali vem um policial que já me viu na TV espalhar minha moral
Veio se arrepender de ter me tratado mal
Chegou pra mim sem aquela cara de mau: Fala, mano, abraça, mano
Irmãos da comunidade, sonhadores e iguais, sei do que estou falando
Há um véu entre as classes, entre as casas, entre os bancos
Há um véu, uma cortina, um espanto que, para atravessar, só rasgando
Atravessando a parede, a invisível parede
Apareço no palácio, na tela, na janela da celebridade
Mas minha palavra não sou só eu, minha palavra é a cidade
Mundão redondo, Capão Redondo, coração redondo na ciranda da solidariedade
A rua é noiz, "cumpadi"
Quem vê só um lado do mundo só sabe uma parte da verdade
Inventando o que somos, minha mão no jogo eu ponho
Vivo do que componho, sou milionário do sonho
Vou tirar onda, peguei no rabo da palavra e fui com ela
Peguei na cauda da estrela dela
A palavra abre portas, cê tem noção?
É por isso que educação, você sabe, é a palavra-chave
É como um homem nu todo vestido por dentro
É como um soldado da paz armado de pensamentos, é como uma saída, um portal, um instrumento
No tapete da palavra chego rápido, falado, proferido na velocidade do vento, escute meus argumentos
São palavras de ouro, mas são palavras de rua
Fique atento
Tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento, cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento
Grito bem alto, sim? Rual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim?
Qual foi o otário equivocado que decidiu estar errado o meu cabelo enrolado?
Ruim pra quê? ruim pra quem?
Infeliz do povo que não sabe de onde vem
Pequeno é o povo que não se ama, o povo que tem na grandeza da mistura o preto, o índio, o branco
A farra das culturas
Pobre do povo que, sem estrutura, acaba crendo na loucura de ter que ser outro para ser alguém
Não vem que não tem
Com a palavra eu bato, não apanho
Escuta essa, neném, sou milionário do sonho
Por isso eu digo e repito: Quem quiser ser bom juiz deve aprender com o preto benedito
O mundo ainda não está acostumado a ver o reinado de quem mora do outro lado da ilusão
A ilusão da felicidade tem quatro carros por cabeça, deixando o planeta sem capacidade de respirar à vontade
A ilusão de que é mais vantagem cada casa, mais carro que filho
Cada filho menos filho que carro
Enquanto eu com meu faro vou tirando onda, vou na bike do meu verbo tirando sarro
Minha nave é a palavra, é potente o meu veículo sem código de barra
Não tem etiqueta embora sua marca seja boa, minha alma é de boa marca
Por isso não tem placa, tabuleta, inscrição
Meu cavalo pega geral, é pegasus, é genial
A palavra tem mil cavalos quando eu falo
Sou embaixador da rua, não esqueço os esquecidos e eles se lembram de mim
Sentem a lágrima escorrer da minha voz, escutam a música da minha alma
Sabem que o que quero pra mim quero pra todo o universo
É esse o papo do meu verso
Mas fique esperto porque sonho é planejamento, investimento, meta
Tem que ter pensamento, estratégia, tática
Eu digo que sou sonhador, mas sonhador na prática
Tô ligado que a vida bate, tô ligado quanto ela dói
Mas com a palavra me ergo e permaneço, porque a rua é nóiz
Portanto, meu irmão, preste atenção no que vende o rádio, o jornal, a televisão
Você quer o vinho, eles encarecem a rolha
Deixa de ser bolha e abre o olho pra situação
A palavra é a escolha, a escolha é a palavra, meu irmão
Se liga aqui, são palavras de um homem preto, samurai, brasileiro, cafuzo, versador
Com tambor de ideias pra disparar
Não são palavras de otário, já te falei, escreve aí no seu diário:
Se eu sou dono do mundo, é porque é do sonho que eu sou milionário!
Emicida, pseudonimo di Leandro Roque de Oliveira, è un rapper e cantautore brasiliano nato a São Paulo nel 1987. Considerato uno dei più importanti esponenti della musica hip hop brasiliana contemporanea, Emicida si distingue per la sua poetica introspettiva, le tematiche sociali e politiche affrontate nei suoi testi e per l'uso di un linguaggio ricco e complesso. La sua musica fonde elementi del rap tradizionale con influenze musicali diverse come il samba, il funk carioca e la bossa nova. Emicida ha collaborato con numerosi artisti brasiliani e internazionali, tra cui Criolo, Marcelo D2 e RZO. Il suo album di debutto, *AmarElo*, pubblicato nel 2018, è stato un successo critico e commerciale, vincendo diversi premi musicali. Tra i brani più rappresentativi di Emicida figurano: *Amarelo*, *Tiro de Guerra* e *Vez do Passado*.
La radio è morta? No. Ma non è più il cancello d'ingresso. Negli ultimi anni qualcosa è cambiato ? radicalmente. Canzoni sconosciute esplodono in pochi giorni. Artisti senza contratto discografico raccolgono milioni di stream. E le radio? Arrivano dopo, non prima. Il pubblico ha preso il controllo. Il potere dei video brevi: 15 secondi che cambiano tutto TikTok ha trasformato le regole del gioco musicale. Una melodia che dura meno di venti secondi può diventare il suono di un'intera estate. Nel 2023, oltre il 70% delle canzoni entrate nella Billboard Hot 100 aveva avuto un'origine virale su piattaforme social prima di ricevere attenzione radiofonica.
Il 28 aprile 1986 la cantante Graziella Franchini, in arte Lolita, veniva ritrovata esanime e sfigurata nella camera del residence di Lamezia Terme in cui viveva ormai da un pò di tempo. L'omicidio è rimasto privo di colpevoli.
Da qualche parte nel mondo i Blue si sono riuniti davanti a uno schermo per vedere l'esibizione di Sal Da Vinci che canta "Per Sempre Si".
Il Codacons ha accusato Dargen D'Amico di fare pubblicità occulta al marchio dell'Aperol per via di un fiore arancione esibito durante la sua performance al festival di Sanremo 2026.
A 94 anni suonati, il leggendario "Capitano Kirk" William Shatner o, per gli appassionati dei telefilm anni '80, il sergente T.J. Hooker, ha ancora dei progetti da realizzare. Tra essi un album metal di cover e inediti con la collaborazione di grandi firme del settore.
L'inno di Mameli cantato da Laura Pausini in occasione dei Giochi Olimpici Invernali non smette di far discutere. Non è un caso isolato.
E' prevista per la prossima estate l'uscita del docufilm "Iron Maiden's Lost Singer", che riguarda Paul Di'Anno, cantante degli Iron Maiden dal 1978 al 1981, che è venuto a mancare a fine 2024.
La storica band mod torinese Statuto ristampa due classici della propria discografia, a partire da venerdì 13 febbraio saranno infatti disponibili per Sony Music gli album "Tempi Moderni" del 1997 e "Riskatto" del 1999. Il primo pubblicato originariamente nel 1997 torna oggi in versione doppio vinile 180 grammi e CD. "Tempi Moderni" contiene 12 canzoni in puro stile "brit e power pop" con ricchi arrangiamenti chitarristici e orchestrali, ammiccanti alle migliori produzioni di